
Oriental colorido.
Irezumi clássico. Dragões, tigres, koi, peônias — cor saturada controlada, fundo de nuvem, vento e água. Composição que respeita o gesto do corpo.
Vinicius Irezumi · Tatuador autoral, oriental e neo-tradicional · Rio de Janeiro · 9 anos de ofício.
Aos doze anos, eu já sabia. Aos quinze, uma máquina nas minhas mãos virou pacto comigo mesmo. Larguei a faculdade pra não largar isso. Dormi entre macas pra acordar mais perto do ofício.
Vim do interior do Rio. Atendi em casa, em estúdio próprio, agora na Tijuca. Trabalho no oriental e no neo-tradicional porque essas linguagens carregam séculos de gente que pensou cada folha, cada onda, cada dragão. Eu não copio o passado. Eu continuo a frase.
Toda peça é autoral. Nenhuma se repete em outro corpo. Cada uma é um único exemplar da história de quem a carrega.
Em 5 minutos você me conta a ideia, escolhe o estilo, marca a região no corpo, define a escala e envia referências. Eu leio pessoalmente e volto em até 48h com proposta, direção e estimativa de sessões.
Não faço de tudo. Trabalho com profundidade nas linguagens que estudo há anos. Para cada uma, o método: ler a raiz, traduzir o gesto, encaixar no corpo.

Irezumi clássico. Dragões, tigres, koi, peônias — cor saturada controlada, fundo de nuvem, vento e água. Composição que respeita o gesto do corpo.

Sumi — tinta-mãe da tradição. Sombra densa, linha precisa, vazio respeitado. A peça mais segura para envelhecer com a pele.

Variações na espessura do traço, sombreado do escuro ao claro, paleta em tons pastéis. Fauna, flora, rostos e objetos antigos — releitura moderna do tradicional.

Mesma gramática do neo trad — traço variável, sombreado do escuro ao claro, fauna e flora — sem cor. Volumes esculpidos pela sombra.
Uma peça por linguagem. Cada uma nasceu única no corpo de quem a carrega — a sua nasce do mesmo jeito.
Atualizo o Instagram a cada nova peça concluída. Estudos, processo e bastidores ficam por lá — registro do ofício em tempo real.
Um mergulho na tradição milenar do Irezumi — da xilogravura Edo aos mestres contemporâneos. 9 anos de ofício conduzindo cada aluno por dentro da gramática que o turismo de tatuagem nunca explica.
Cada módulo tem leitura histórica, vocabulário técnico autêntico e exercício de composição. Da Era Jomon ao bodysuit completo, sem atalho.

Tatuagem ritual nos dogu de argila. A inversão do Yayoi ao Edo — bokkei como marca criminal — e o estigma que sobreviveu séculos. Por que o Irezumi começa pela história, e não pelo desenho.

Período Edo: o Suikoden, a xilogravura como referência visual, a transição dos artesãos horishi da madeira para a pele. A linguagem que viraria Irezumi nasce de uma técnica de impressão.

Da goiva à derme. Como o gesto de esculpir madeira foi traduzido para inserir tinta na pele. Princípios do Tebori que continuam vivos mesmo na máquina contemporânea.

O fundo que carrega a peça. Os cinco elementos da natureza — pedra, ar, água, raios, fogo — e como eles definem fluxo, contraste e a moldura invisível da tatuagem oriental.

Vocabulário de composição. Como peônia, ondas e pedras se organizam num espaço corporal. Akebono — o gradiente da aurora — como assinatura cromática do estilo.

Leitura do corpo inteiro como uma única peça narrativa. Como pensar manga, costas, perna e abdômen integrados — e por que a peça grande exige outro tempo do desenho.

Coerência estacional · fluxo dos elementos · hierarquia · emparelhamento mitológico · limite do Mikiri. As regras silenciosas que separam composição autoral de colagem.

Estudo da obra de Horiyoshi III, Filip Leu e Shige. Não para copiar — para entender as escolhas que fazem essas peças durarem 50 anos sem envelhecer.
Conversa direta no WhatsApp — sem formulário, sem cadastro. Eu te respondo pessoalmente com calendário, formato da turma e valor.
A pressa é inimiga do desenho. Cada peça leva o tempo que ela precisa. Aqui está o caminho que percorremos juntos, da mensagem inicial até o final da última sessão.
Você me conta o que quer marcar. Pode ser uma imagem nítida, pode ser um sentimento ainda sem forma. Eu pergunto, escuto, pergunto de novo.
Avalio o que faz sentido na pele, no estilo, no corpo, no projeto. Se eu não for a pessoa certa para esta ideia, eu te digo. Honestidade técnica antes de tudo.
Pesquiso referências da tradição, faço estudos, desenho. Algumas vezes em digital, outras vezes freehand sobre a pele. A peça nasce antes da agulha tocar.
Avalio escala, complexidade, número de sessões. Mostro o valor por sessão e a quantidade estimada. Nada é somado de antemão — análise final é minha.
Stencil, freehand quando faz sentido, conversa antes. Cada sessão ~5h. Pausa para água, café, respiro. Música e silêncio na medida certa.
Cuidado pós-sessão por escrito. Retoque incluso. Acompanho a cicatrização até a peça repousar bonita por anos. Continuação do ofício depois que a agulha sai.
Você me conta a ideia. Eu leio pessoalmente.
O que costuma aparecer quando alguém escreve pela primeira vez. Se a sua dúvida não estiver aqui, me chama no WhatsApp.
Trabalho com curadoria, não com tabela. Peças pequenas (até 12cm) saem por valor fechado — R$ 450 em preto e branco ou R$ 550 colorida. Acima disso, cobro por sessão de ~5h: R$ 800 por sessão. A quantidade de sessões depende da escala e da complexidade.
O pré-orçamento mostra valor por sessão + estimativa de quantidade — nunca um total somado de antemão. A análise final é sempre minha.
Você preenche o pré-orçamento, eu leio em até 48h e te respondo no WhatsApp com proposta e perguntas. Se acordar, marcamos a data. Costuma ter 1 a 6 meses de espera dependendo da escala da peça.
Para peças grandes (mangas, fechamentos), trabalhamos por temporada — várias sessões com intervalo de 30 a 45 dias para cicatrização.
Atendo em duas frentes: Tijuca, Rio de Janeiro (capital) e Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Endereço exato eu mando depois da confirmação do agendamento.
Depende da região. Costelas, esterno, cotovelo, mãos, pés e área interna do braço são mais sensíveis. Antebraço, panturrilha e ombro são mais toleráveis. A boa notícia: o cérebro adapta. As primeiras vezes assustam mais que as próximas.
Faço pausas, ofereço água, converso ou deixo em silêncio — você escolhe. A sessão é sua.
Sim. Para peças médias e grandes, eu desenho o estudo antes da sessão e te mostro digitalmente. Para algumas composições, fazemos freehand — desenho diretamente na pele no dia, com você ali. Quando o freehand faz mais sentido, eu te explico no orçamento.
Pode (e deve) — referências ajudam a entender o que você quer. Mas não copio peça que existe. Toda tatuagem que sai daqui é autoral: você sai com algo que só existe em você.
Aceito Pix, débito e crédito (parcelado em algumas condições). Para peças longas, parcelamos sessão a sessão — você paga conforme avança.
Sinal: para garantir a data, peço um sinal correspondente a uma sessão. Se a peça começar, o sinal é abatido. Se cancelar com mais de 7 dias, devolvo o sinal.
Retoque está incluso por até 6 meses após a sessão final, desde que o cuidado pós tenha sido seguido (mando o protocolo por escrito). Quero ver a peça envelhecer bem.
Maiores de 18 anos, com documento. Não tatuo grávidas, pessoas alcoolizadas ou em algumas condições médicas específicas. Se tiver dúvida, me conta antes — converso com tranquilidade.
O desenho leva o tempo que precisa. Você também. Quando estiver pronto, é só começar.